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Produções baianas concorrem no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

fonte: http://www.ibahia.com/detalhe/noticia/producoes-baianas-concorrem-no-festival-de-brasilia-do-cinema-brasileiro/?cHash=9e6f449bc24ad387a9556b1b5dee817b • 17 de Julho de 2013

O filme Depois da Chuva, longa ambientado na redemocratização do Brasil, e o documentário Hereros Angola do fotógrafo Sérgio Guerra foram selecionados para 46º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Um dos mais tradicionais e importantes do país, o festival acontece de 17 a 24 de setembro, contemplando cinco categorias competitivas, com seis filmes cada.

Depois da Chuva
Totalmente produzido em Salvador e ambientado em 1984, quando o país foi às ruas pedindo eleições diretas para presidência da República (Diretas Já), o filme Depois da Chuva foi selecionado na categoria longa-metragem de ficção.

Exibida como “work in progress” nos festivais de Cannes e de Cinema Independente de Buenos Aires (Bafici), a produção dialoga com o momento atual do país, marcado pelos protestos que levaram a população novamente às ruas, em busca de uma participação mais efetiva na vida política. Realizado pela produtora Coisa de Cinema, dirigida por Cláudio Marques e Marília Hughes, o longa traz a atmosfera dos anos 80, com o começo da epidemia da Aids, a força do punk-rock e a ameaça de uma guerra nuclear.

Em fase de pós-produção e iniciando sua carreira em festivais como obra finalizada, o filme terá distribuição da Espaço Filmes, de Adhemar Oliveira, e deve chegar aos cinemas em 2014, quando o movimento Diretas Já completa 30 anos.

Depois da Chuva é o primeiro longa-metragem de Cláudio Marques e Marília Hughes, diretores de seis curtas-metragens que acumulam 39 premiações e 150 participações em mostras e festivais. O projeto foi viabilizado pelo Edital de Baixo Orçamento do Ministério da Cultura (R$ 1,2 milhões) e do governo do Estado da Bahia (R$ 200 mil) e filmado durante cinco semanas entre junho e julho de 2012.

Documentário 
Já Hereros Angola, do premiado fotógrafo Sérgio Guerra, é um documentário sobre o grupo étnico do mesmo nome. Habitantes das terras do sudoeste de Angola e provenientes dos povos bantos, os hereros são donos de uma tradição ancestral que é passada oralmente de pais para filhos. O filme mostra o conhecimento vivo destes povos, em constante movimento: do nascimento à morte, atravessando os mais importantes aspectos da ancestralidade, que mantêm essa milenar cultura de pé e que agora ganha novos sentidos através da câmera cinematográfica. 

Os planos levam a territórios improváveis da experiência humana, que aos olhos externos podem parecer somente exóticos. Através de um convívio intenso com esses povos, o filme mostra um presente, que não só reflete o passado, mas eterniza uma cultura quase sem registros.